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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Polícia investiga se arma que matou jovem em MS era do pai do suspeito

Adolescente suspeito de matar jovem de 12 com tiro no rosto presta depoimento em Campo Grande, MS (Foto: Edson Ferraz/TV Morena)
Em depoimento na tarde desta quinta-feira (8), na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), em Campo Grande, o jovem de 15 anos, suspeito de matar uma adolescente de 12 anos com um tiro no rosto, disse que a arma utilizada no crime foi encontrada por ele dentro de sua casa, em um armário no quarto do pai. A informação foi dada pelo advogado do jovem, José Amilton de Souza.
Segundo o advogado, no depoimento de mais de três horas a delegada Maria de Lourdes Cano, o jovem disse ainda que sua intenção antes de 'dar o susto na garota' era ter retirado todas as munições da arma, mas que ele não percebeu que o revólver tinha mais um projétil no tambor. O adolescente, conforme Souza, afirmou novamente à polícia que o disparo foi acidental.
O G1 tentou entrar em contato com a delegada na tarde desta quinta-feira, mas até o fechamento da matéria não obteve o retorno. A polícia deve ouvir nesta sexta-feira (9), o depoimento do pai e da mãe do suspeito. O adolescente permanece apreendido em uma unidade educacional de internação (Unei).
Caso
O crime ocorreu por volta das 19 horas, de terça-feira (6), na casa do suspeito, no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Além da vítima, estavam no local mais um casal de adolescentes, ambos com 13 anos.
O adolescente relatou ao delegado Paulo Sá, que atendeu o caso, que a garota foi até o banheiro e começou a brincar com ele, pois havia encontrado uma cueca com desenho de bichinhos. “Ele disse que resolveu 'dar um susto nas meninas' por causa da brincadeira”, afirmou o delegado.
De acordo com a polícia, ele foi até o quarto e pegou o revólver calibre 38, uma série especial da década de 1990, com capacidade de cinco tiros. O adolescente disse que descarregou a arma em cima da cama e foi até onde estavam os amigos.
Ele afirmou ao delegado que não sabia que havia restado uma bala. Paulo Sá avalia que isso é possível de ter acontecido, caso a pessoa não tenha experiência no manuseio de arma.
O adolescente relatou ainda que primeiro apontou a arma para a garota de 13 anos, apertou o gatilho e nada aconteceu. Em seguida, fez o mesmo com a de 12 anos e a arma disparou. Equipes do Corpo de Bombeiros e Samu foram acionadas e a vítima morreu no local.

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