
Em depoimento na tarde desta quinta-feira (8), na Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), em Campo Grande, o jovem de 15 anos, suspeito de matar uma adolescente de 12 anos com um tiro no rosto, disse que a arma utilizada no crime foi encontrada por ele dentro de sua casa, em um armário no quarto do pai. A informação foi dada pelo advogado do jovem, José Amilton de Souza.
Segundo o advogado, no depoimento de mais de três horas a delegada Maria de Lourdes Cano, o jovem disse ainda que sua intenção antes de 'dar o susto na garota' era ter retirado todas as munições da arma, mas que ele não percebeu que o revólver tinha mais um projétil no tambor. O adolescente, conforme Souza, afirmou novamente à polícia que o disparo foi acidental.
O G1 tentou entrar em contato com a delegada na tarde desta quinta-feira, mas até o fechamento da matéria não obteve o retorno. A polícia deve ouvir nesta sexta-feira (9), o depoimento do pai e da mãe do suspeito. O adolescente permanece apreendido em uma unidade educacional de internação (Unei).
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Caso
O crime ocorreu por volta das 19 horas, de terça-feira (6), na casa do suspeito, no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Além da vítima, estavam no local mais um casal de adolescentes, ambos com 13 anos.
O crime ocorreu por volta das 19 horas, de terça-feira (6), na casa do suspeito, no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Além da vítima, estavam no local mais um casal de adolescentes, ambos com 13 anos.
O adolescente relatou ao delegado Paulo Sá, que atendeu o caso, que a garota foi até o banheiro e começou a brincar com ele, pois havia encontrado uma cueca com desenho de bichinhos. “Ele disse que resolveu 'dar um susto nas meninas' por causa da brincadeira”, afirmou o delegado.
De acordo com a polícia, ele foi até o quarto e pegou o revólver calibre 38, uma série especial da década de 1990, com capacidade de cinco tiros. O adolescente disse que descarregou a arma em cima da cama e foi até onde estavam os amigos.
Ele afirmou ao delegado que não sabia que havia restado uma bala. Paulo Sá avalia que isso é possível de ter acontecido, caso a pessoa não tenha experiência no manuseio de arma.
O adolescente relatou ainda que primeiro apontou a arma para a garota de 13 anos, apertou o gatilho e nada aconteceu. Em seguida, fez o mesmo com a de 12 anos e a arma disparou. Equipes do Corpo de Bombeiros e Samu foram acionadas e a vítima morreu no local.
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