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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Servidores do IFPB no Sertão aderem à greve; mil alunos ficam sem aulas

Mil alunos ficam sem aulas no IFPB de Cajazeiras por tempo indeterminado
                                                                                                                                                                  Os servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) no campus de Cajazeiras, no Sertão do Estado, decidiram aderir ao movimento grevista e vão paralisar as atividades a partir de hoje. A decisão foi tomada na manhã da terça-feira (2), durante uma assembleia da categoria. Mais de 1.000 alunos vão ficar sem aulas por tempo indeterminado só em Cajazeiras, onde são oferecidos quatro cursos de nível médio e três de nível superior.
A partir de amanhã também serão paralisadas as aulas no campus de Princesa Isabel, Sertão paraibano, deixando mais de 500 alunos sem aulas. O instituto não possui sede própria no município e segundo a coordenação local do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Paraíba (Sintesf-PB), a estrutura de trabalho é precária.
“Somos um campus peculiar, com problemas que precisam ser resolvidos. Não estamos numa sede própria e faltam condições de trabalho”, reclama Erilane Lacerda, coordenadora do Sintesf-PB em Princesa Isabel.
Em todo o Estado, já são mais de 10 mil alunos sem aulas, de acordo com o Sintesf-PB. Os servidores dos campi de João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo também já aderiram ao movimento que foi deflagrado na última quarta-feira na capital. Em Cajazeiras, funcionam os cursos de nível médio em Edificações, Eletromecânica, Informática e o Educação de Jovens e Adultos (EJA), além das graduações em Automação Industrial, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática.
Em Campina Grande, as aulas continuam paralisadas e o sindicato já prepara manifestações para reivindicar reajuste salarial, aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR), entre outras reivindicações. Estão previstas para hoje mais três assembleias, nos campi de Patos, Monteiro e Picuí. Amanhã deverá ser realizada a assembleia em Sousa.
De acordo com o vice-reitor do IFPB, Paulo de Tarso, não depende do instituto decidir as questões de reajuste salarial, uma vez que todas as deliberações serão resolvidas entre o comando de greve e os ministérios do Planejamento e Educação. “Não temos nenhum poder para decidir as questões reivindicadas”, pontuou o vice-reitor.
UFCG
Os professores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) vão participar de uma paralisação nacional nos dias 23 e 24 deste mês, o que servirá como advertência para uma possível greve unificada de todos os servidores públicos federais, organizada pelo Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior – (Andes-SN).
De acordo com a assessoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG), a paralisação será uma forma de a categoria demonstrar nacionalmente sua insatisfação para o descaso do Governo Federal em relação à pauta da campanha salarial unificada.

 João Paulo Medeiros
Do Jornal da Paraíba

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