Esgoto da Cagepa: pagamentos irregulares, apropriação indébita e dívidas ruíram caixa da companhia
Estas são as primeiras conclusões do levantamento que está sendo feito esta tarde pela equipe econômica do governo junto a nova administração da companhia, capitaneada por Deusdete Queiroga, empossado pela manhã.
A Cagepa tem pelo menos duas grandes dívidas: uma com o BNDES e outra com a Caixa Econômica, que não tem recebido os repasses do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos servidores. Também estão pendentes os repasses previdenciários.
São compromissos imediatos, dos quais o novo governo não pode escapar sob pena de continuar a apropriação indébita contra as instituições financeiras.
Onde está o dinheiro?
O maior enigma encontrado pela equipe se refere, porém, aos pagamentos irregulares – grandes somas que saíram dos cofres da companhia sem nota fiscal ou qualquer tipo de regularização contábil.
Não se sabe ainda quanto saiu, mas pelas contas da secretária Aracilba Rocha (Finanças), uma conhecedora do esgoto contábil instalado na Cagepa, as dívidas da companhia podem ultrapassar R$ 300 milhões.
Além do saneamento financeiro, a cúpula da companhia recebeu hoje do governador Ricardo Coutinho a missão de levar água a 4 mil novos usuários – uma expansão que justificaria o reajuste da tarifa, ventilado por Coutinho antes mesmo de sua posse e reafirmado em comunicado distribuído esta manhã por sua assessoria de comunicação.
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