Padrasto abusa sexualmente e espanca adolescentes
Após o caso de abuso sexual que chocou o estado, acontecido na cidade de Alagoa Grande, mais um caso do tipo foi constatado, depois de uma investigação detalhada, na zona rural do município de Pedro Régis, no Vale do Mamanguape.
Uma denúncia anônima informou a nossa equipe que no Sítio Carnaúba, o senhor José Edinaldo Gomes da Silva, conhecido como Naldo, desocupado, vivia com uma viúva chamada Maria da Luz, e esta já tinha 6 filhos da primeira união e já esperava o segundo do companheiro, embora o mesmo negue a paternidade.
Ainda conforme a denúncia, Naldo abusava sexualmente de três adolescentes e espancava as crianças, além de já ter ameaçado de morte sua companheira. Uma das vítimas de abuso a adolescente V., de 16 anos teria se submetido a trabalhar numa casa de família na zona rural de Jacaraú, no Sítio Nogueira, para fugir das investidas sexuais e da violência do padrasto.
V. disse em entrevista que preferiu sair de casa a ceder aos assédios de Naldo, a jovem confessou que por diversas vezes aconselhou a mãe a deixá-lo. Quando questionada sobre os atos do padrasto, a menor alegou que com ela, ele nunca conseguiu consumar o ato sexual embora tenha insistido por diversas vezes e desabafou: “Ele ficava nu na minha frente e pedia que eu usasse saia sem calcinha”. A adolescente declarou que suspeitava que suas irmãs também sofressem os mesmos constrangimentos e que não voltará para casa enquanto o padrasto estiver por perto.
No Sítio Carnaúba, na casa da família, as outras meninas concederam entrevistas emocionadas. A1 de apenas 14 anos e A2 de 11, confirmaram todas suspeitas e fizeram relatos lamentáveis.
A2 declarou que o companheiro de sua mãe oferecia dinheiro e presentes em troca da permissão para tocá-la e confessou que por diversas vezes ele tentou consumar o ato sexual – “Ele ficava nu e na rede ficava se esfregando em mim. Uma vez ofereceu 1 real para eu deixar ele me tocar”. Já A1 visivelmente revoltada relatou o que passou nas mãos do padrasto, ressaltando quando Naldo a sujava com esperma: “Várias vezes ele tentou fazer negócio comigo, ele ficava tentando e por forçar muito quando eu ia fazer xixi sentia muita dor. Ele me sujava toda e dizia que o que tinha feito comigo, foi o que fez com minha mãe na outra noite. Meu irmão pequeno via ele ‘brexando’ eu e minha irmã tomar banho”.
As meninas alegaram que não denunciaram Naldo, porque ele ameaçava bater em todos, elas disseram também que comentavam umas com as outras o que se passava, mas, nunca levaram o problema até a mãe. Sobre a agressividade do padrasto, elas relataram que certa vez ele com raiva ergueu uma de suas irmãs, de apenas 7 anos, pela orelha que pela força usada parte do aparelho auditivo da criança “rasgou” e sangrou muito. Num outro dia, conforme as meninas, ele deu um tapa num dos meninos, esse de 5 anos, que ele ficou alguns dias com problemas auditivos; além disso, Naldo incentivava que o filho de 11 anos esfaqueasse a mãe e teria jurado de morte sua filha quando ela ainda tinha meses de vida.
Ao final das entrevistas, as meninas ainda afirmaram que desejavam que o dia de denunciar o padrasto chegasse logo e agradeceram em lágrimas a nossa reportagem.
Quando o assunto foi levado a Maria da Luz, mãe das meninas, ela chorou copiosamente e declarou que não sabia do ocorrido, em seguida a senhora grávida, alegou sentir ódio do ex-companheiro e confirmou seu interesse pelo dinheiro da mesma, já que ela é aposentada pela viuvez e recebe uma quantia de um programa do Governo Federal.
Naldo, que foi flagrado no local, segundo ele, apenas recolhendo uns animais que lhes pertencem, tendo em vista que se separou a poucos dias de Maria da Luz. Negou as acusações e ainda insinuou que os filhos que sua agora ex-companheira alega ser dele, não os são e que suas enteadas não gostam dele por motivo desconhecido.
O avô das crianças, seu José Felipe, em Jacaraú, alegou que desconhece o fato, no entanto, Daniele, tia, irmã de Maria da Luz, declarou que Naldo se aproveita da situação de sua irmã e que de fato uma das sobrinhas chegou a comentar que ele sempre a agarrava e tentava beijá-la.
O caso foi encaminhado pela reportagem ao Conselho Tutelar, que não tinha conhecimento do ocorrido, que se comprometeu através de seus membros, em tomar as providências necessárias.
Com Feliciano Silva / Rádio Rural
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