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terça-feira, 2 de novembro de 2010

CALCANHAR DE AQUILES: Cronômetro do rompimento Cássio-Ricardo foi acionado e Maranhão poderá se candidatar a prefeito de João Pessoa

Na Mitologia Grega Aquiles parecia um guerreiro invencível, mas tinha um calcanhar. É claro que a história é contada do ponto de vista dos vencedores e aos vencidos restam as batatas e as alfinetadas via twitter.
 
Se o poder embriaga, a perspectiva é um pilequinho e a turma do "mamãe eu quero mamar" tomará todas até a posse, em primeiro de janeiro de 2011.
 
Ninguém aprende a andar sem levar quedas. Cair é a faculdade de andar e é das lições que se aprende a caminhar a passos largos.
 
Da derrota de Maranhão no último domingo os aliados do governador e o próprio precisam tirar uma lição: nunca subestime o seu adversário.
 
Do mesmo jeito que da vitória Ricardo precisa fazer grande esforço para não se embriagar pelo perfume, pois saiu apenas vencedor de uma das várias batalhas que o cenário lhe reserva.
 
Por exemplo: Ricardo deve essa vistoria a Cássio e os cassistas afoitos e sequiosos vão cobrar a fatura de imediato, mas Cássio emitirá boletos mensais com juros e correções. Ou talvez até prefira débito em conta.
 
Desde o anúncio da vitória de Ricardo o cronometro do rompimento foi acionando. Dois bicudos, dois pavões, intriga na certa.
 
Cássio tem parte nessa sociedade e alguns até dizem que cabe a ele uma fatia maior desse bolo. Campina atendeu ao chamado de Cássio e os votos que deu a Ricardo foi apenas um empréstimo consignado concedido pelo líder maior.
 
Se Ricardo virou no interior, isso só foi possível pela liderança de Cássio e o sentimento de vingança do cassismo. Teoricamente, Ricardo entrou apenas com os votos da Capital e adjacências.
 
O exército de Cássio está sem quartel desde 2004, quando Veneziano arrebatou a prefeitura, e desde 2008, quando Maranhão interrompeu o mandato dele via tapetão.
 
Daí, qualquer bestinha concluir que tem muita gente com sede e resta saber se Ricardo libera ou tranca o pote.
 
Há quem diga que o primeiro teste de convivência será na nomeação dos cargos e isto quer dizer que em menos de dois meses a amizade colorida dos dois será posta a prova.
 
Por outro lado, quem achar que os maranhistas estão alijados, saiba que ainda estão rolando os dados e o paciente ainda respira.
 
Por exemplo, Maranhão é imbatível como candidato a prefeito de João Pessoa em 2012.
 
Sem querer misturar religião com política, mas o futuro a Deus pertence...
 
Blog do Dércio

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